O Pricing apura o custo real a partir da sua própria operação — ficha técnica, roteiro, estoque, horas e despesas que já estão no sistema — e mostra o que acontece com o preço depois: desconto, prazo, frete e comissão. Sem alimentar planilha nenhuma.
Toda ferramenta de precificação faz a conta. A diferença está em quem alimenta o custo.
Alguém digita o custo do insumo (de quando?), estima o tempo de produção, chuta um percentual de estrutura e aplica um markup. Quando o custo muda, ninguém atualiza. A margem que aparece no relatório não é a margem que acontece.
A ficha técnica, o roteiro, o custo de estoque, as horas apontadas e as despesas do mês já estão no sistema — porque a operação roda nele. O Pricing só agrega. Se o insumo subiu ontem, o custo de hoje já mudou.
Nada é digitado duas vezes. O que faltar, você completa — e o sistema avisa que faltou, em vez de assumir zero. São sete fontes, e seis delas você já alimenta só por operar.
Ficha técnica (BOM) × custo de estoque, já com perda e refugo. Semiacabado tem a própria ficha explodida.
Roteiro de fabricação × custo/hora do centro de trabalho, ajustado pela eficiência real da máquina.
Horas × taxa-hora dos recursos que você já cadastrou. Importa num clique, sem redigitar.
Quanto aquele item custa para ficar no galpão: m³ que ocupa × dias parados, e as movimentações que gera. Entra sozinho na composição.
Percentual fixo, ou o pool real de despesas da DRE dividido pelo driver que fizer sentido: horas, pedidos, headcount.
Custo nacionalizado com frete, imposto e câmbio já rateados — não o valor da fatura em dólar.
Embalagem especial, frete de entrega, comissão combinada. Campo livre, marcado como manual na composição.
O erro mais comum do custeio de armazém não é a taxa. É o divisor.
Uma caixa grande e barata que fica seis meses no galpão recebe menos custo que uma peça pequena e cara que sai em uma semana — porque a peça fatura mais.
É o inverso do que acontece. O item que ocupa o galpão é o que deveria pagar por ele.
Guardar (aluguel, IPTU, energia, seguro) é dirigido por m³ × dias parados. Movimentar (pessoal, empilhadeira, remanejo) é dirigido por número de movimentações.
O sistema lê o consumo real de cada item no seu WMS — não aplica percentual. Por isso o número é diferente para cada produto.
A consequência prática: o giro entra no preço. O item parado oito meses passa a carregar o que custa mantê-lo lá, em vez de esconder esse custo na média de todo mundo. É a leitura que a planilha não consegue produzir.
"Até quantos por cento eu posso dar neste item?" — calculado do custo de hoje, não de uma tabela de alçada que ninguém revisa.
| Papel | Enxerga na proposta | Decide |
|---|---|---|
| Vendedor | Preço, desconto aplicado e o limite por linha, com semáforo verde/âmbar/vermelho | Fecha sozinho enquanto estiver dentro do limite |
| Gestor de vendas | Custo, margem em R$ e em %, e a margem da proposta inteira | Aprova ou recusa o que passou do limite, com a margem real na tela |
O vendedor não vê custo nem margem — e esconder só o custo não bastaria, porque com preço e margem percentual o custo sai por uma conta de uma linha. O filtro é feito no servidor, por permissão. Quando a proposta passa do limite, ela vai ao gestor com justificativa escrita, e a margem do momento da decisão fica registrada.
O preço que você anuncia não é o que entra no caixa. A cascata mostra cada degrau — e a parte que ninguém acompanha porque não aparece na nota fiscal.
Ilustração do conceito. Os degraus são calculados com os seus dados reais — nota emitida, prazo praticado no contas a receber, frete e comissão. Prazo é desconto disfarçado: 60 dias concedidos custam dinheiro, mas não entram em nenhum relatório de desconto.
Cada escola de precificação responde a uma pergunta diferente. O painel mostra as quatro sobre o mesmo custo — e a distância entre elas é a informação.
| Abordagem | Responde | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Custo + markup | Quanto preciso cobrar para cobrir o custo e ter o lucro que quero? | Ponto de partida. Nunca vende abaixo do custo — mas ignora o cliente por completo. |
| Margem de contribuição | Quanto cada venda contribui para cobrir a estrutura? | Quando a decisão é sobre volume e ponto de equilíbrio, não só sobre o produto. |
| Custo-meta | O mercado paga X. Quanto o produto pode custar? | Quando o preço é dado pelo mercado e a alavanca real está no custo. |
| Valor econômico | Quanto o cliente economiza ou ganha usando você? | Quando há diferenciação de verdade. É o único caminho estruturado para fugir do custo + markup. |
Se o valor econômico ficar muito acima do custo + markup, há diferenciação que você não está capturando. Se o preço de mercado ficar abaixo do seu custo + markup, ou o custo está fora de padrão, ou o item virou commodity — e aí o caminho é o custo-meta.
Plataformas de otimização de preço B2B custam de US$ 80 mil a US$ 500 mil por ano — e ainda exigem que você alimente custo, histórico e elasticidade nelas. Aqui esses dados já nascem da operação:
Preço abaixo do piso acontece — o que não pode é acontecer sem rastro.
Publicar abaixo do piso exige justificativa escrita e permissão de aprovação. A exceção fica registrada com quem aprovou e por quê.
Composição publicada é imutável. Mudou o custo? Nova versão. Seis meses depois você ainda consegue explicar por que o preço era aquele.
Todo item da composição mostra de onde veio: ficha técnica, estoque, roteiro, DRE ou digitado à mão. Sem caixa-preta.
A IA lê a composição e aponta concentração de custo, risco de margem e premissa frágil — inclusive contra os seus próprios números. Ela comenta; quem decide é você.
O módulo calcula o custo com precisão e aplica métodos consagrados. Isso tira o achismo de metade da conta.
A outra metade não é calculável: a relação com aquele cliente, o movimento do concorrente, o momento da negociação, a estratégia de entrar ou defender um mercado. Quem tem essa leitura é você — e é ela que decide o preço.
Preferimos dizer isso na porta de entrada, e não na letra miúda: o Pricing entrega o piso técnico e a leitura dos seus dados. O julgamento de mercado continua sendo seu.
O mesmo motor, duas fontes de custo diferentes.
Ficha técnica × custo de estoque, roteiro × custo-hora do centro, com perda, refugo e eficiência. Semiacabado explode a própria ficha.
Química, farmacêutica, cosmética, alimentos, tintas, metalurgia, ferragens.
Horas × taxa-hora dos recursos, mais deslocamento, material aplicado e subcontratação. As taxas vêm de Projetos, Field Service ou Jurídico.
Manutenção, climatização, instalação, consultoria, escritórios e departamentos jurídicos.
Se a sua operação já roda na plataforma, o custo está lá — é ligar o módulo e olhar. Se ainda não roda, começamos por um produto ou serviço e comparamos com a sua planilha atual.